(Español) Emma Reyes: Memoria por Correspondencia

Arquivado em (Livros) por admin em 18-09-2017

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Dorothy Canfield Fisher: “Dulce Hogar”

Arquivado em (Livros) por admin em 11-09-2017

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Dorothy Canfield Fisher; “Dulce Hogar”. Palabra. Madrid. 2016. 302 pgs.

Publicada em 1924

Dorothy Canfield Fisher - Dulce HogarChega às minhas mãos este livro, na sua versão espanhola, com um pedido. “Da uma olhada e veja se te parece interessante traduzi-lo ao português”. O pedido vinha de um amigo que trabalha numa editora, e a resposta são estas linhas, escritas em português, dando o crédito necessário à obra que nos ocupa.

Escrita por uma autora da qual nunca tinha ouvido falar, e publicada em 1924, “The Home Maker” (título original em inglês) é a história de uma família. Não uma saga -isso acontece com as grandes famílias, as renomadas- mas uma simples história, porque as personagens são de condição muito modesta, beirando a pobreza. Bem adverte a autora, os riscos da pobreza: “A condição de ser pobre era horrível. Conseguia tirar o pior de cada um. Quando te preocupa o dinheiro, deixas de ser tu mesmo! ”

O pior de cada um, mas também pode extrair o melhor, ou potenciais desconhecidos. O casal Knapp protagoniza este romance e as suas variações. De um lado, Evangeline, uma mãe e esposa dedicada, tão dedicada que se consome nas tarefas domésticas, com feitios quase de mártir. “Um profundo abatimento a invadiu. Aqueles eram os momentos na vida de uma mãe que ninguém notava, que todos silenciavam, algo que nunca era mencionado nos bons livros nem pelos oradores eloquentes que tinham tanto a dizer sobre o caráter sagrado da maternidade. Nunca te diziam que chegaria um momento em que te sentirias impotente, que os teus filhos não estariam nunca ao teu nível, que nem se aproximariam dele, porque não eram o mesmo tipo de ser humano que você, não eram propriamente os teus filhos, mas, simplesmente, outros seres humanos dos quais você é a responsável”.

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Frantz: Uma experiência estética de amor e perdão

Arquivado em (Filmes) por Pablo González Blasco em 28-08-2017

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Frantz. Diretor: François Ozon. Paula Beer, Pierre Niney, Ernst Stötzner, Marie Gruber, Cyrielle Clair, Johann von Bülow, Anton von Lucke. 113 minutos. Alemanha- França.2016.

Frantz - coverBastam as primeiras cenas para entender que estamos diante de um grande filme. Dificilmente me engano -e penso que isso acontece com todos os que amam o cinema: o diagnóstico da qualidade é questão de minutos. É possível que uma grande produção se afunde lá na frente, mas nunca é um naufrágio; são escolhos que atrapalham e que muitas vezes seriam dispensáveis. O contrário também é verdade: se o filme não decola a te apanha nos primeiros fotogramas, provavelmente o resto é uma perda de tempo.

Frantz é um filme que te prende nas primeiras tomadas. Um branco e preto elegante, comovedor, que te golpeia e te faz esquecer que a vida é colorida, mesmo nas histórias dramáticas como a que o diretor francês -que supera aqui toda sua produção anterior- nos conta. Uma história que, na verdade, são muitas; são as histórias das personagens, magnificamente desenhadas, que se unem no nome que consta no título: Frantz.

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(Español) Ernesto Sábato: “Sobre héroes y tumbas”

Arquivado em (Livros) por Pablo González Blasco em 27-08-2017

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(Español) Lorenzo Silva: “La niebla y la doncella”

Arquivado em (Livros) por Pablo González Blasco em 22-08-2017

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Até o último homem. A liderança virtuosa da Coragem.

Arquivado em (Filmes) por Pablo González Blasco em 01-08-2017

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Hacksaw Ridge. Diretor: Mel Gibson. Andrew Garfield, Teresa Palmer, Sam Worthington, Luke Bracey, Vince Vaughn, Hugo Weaving, Rachel Griffiths. 131 min. USA 2016.

Até o último homem“Você já assistiu Até o último homem”? Estou esperando o seu comentário”. Essa foi a primeira chamada. Depois chegaram outras; ao vivo ou em mensagens. É claro que tinha visto o filme, e gostado muito. Impactou-me. E andava pensando o que escrever, mas o público não perdoa os atrasos, quer a opinião em tempo real. O público na realidade são os amigos que se aventuram a ler o que a gente escreve de coração aberto, porque na verdade não escrevo sobre os filmes, mas sim acerca do que os filmes provocam em mim.

Por vezes, a demora em escrever obedece a colocar certa ordem nessas impressões incitadas. É como a catarse que as tragédias gregas se propunham conseguir. Um verdadeiro purgante; uma limpeza enorme de sentimentos -esvaziar as gavetas da roupa entulhada de qualquer forma- para ir colocando, aos poucos, ordem no armário, e nas emoções. É difícil saber por quê solicitam o relatório da tua própria catarse, quando cada um deve ter a sua. Provavelmente as percepções que anoto, não coincidem com as dos outros, ou até são diferentes quando não opostas. Mas o pessoal quer saber o que a gente sente. Olhar com os olhos dos outros? Ampliar a visão? Ter matéria para conversar numa reunião familiar a modo de cine clube? Sei lá; o único que me consta é que estou com bastantes semanas de atraso, ruminando, este filme formidável do Mel Gibson.

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(Español) Carlos Pujol: La Sombra del Tiempo Bruguera

Arquivado em (Livros) por Pablo González Blasco em 29-07-2017

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(Español) Domingo Villar: “Ojos de agua”

Arquivado em (Livros) por Pablo González Blasco em 26-07-2017

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Fabrice Hadjadj: Puesto que todo está en vías de destrucción

Arquivado em (Livros) por Pablo González Blasco em 28-06-2017

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Fabrice Hadjadj. Puesto que todo está en vías de destrucción.  Nuevo Inicio. Granada (2016). 186 págs. 

Puesto que todo está en vías de

Este é o terceiro livro que enfrento do autor. E digo propositalmente, enfrentar, porque os escritos de Fabrice Hadjadj não são um passeio cultural sem compromisso, mas verdadeiras cargas de profundidade. Escritor, filósofo, professor na França, nascido numa família judia de origem árabe e de formação maoísta. Convertido ao Catolicismo, impregna a letra (e, no caso, a palavra, porque o livro reúne um conjunto de conferências) com sua trajetória peculiar e desconcertante. Aliás, este é o adjetivo que a meu modo de ver melhor descreve omodus docendi de Hadjadj: o desconcerto e o paradoxo. Quase uma variante semita de Chesterton.

O título desta obra é extraída de uma epístola de S. Pedro, que em livre tradução diz: já que tudo está para acabar, vejam que tipo de homens tem de ser, e qual deve ser vossa conduta. Esse é o leitmotiv destas reflexões: a atitude que devemos assumir nestes dias em que a cultura e a modernidade agonizam. Uma tónica comum que alinhava as conferências aqui recolhidas que, inicialmente, não pensava publicar mas reconhece que “a expectativa do outro, fazendo-me escrever me entregava um porvir que não estava contido no meu futuro. Enriquecia-me não com os meus recursos, mas com a generosa veia de ouvidos que me escutavam atentamente”.

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Pierre Lemaitre: Até nos vermos lá em cima

Arquivado em (Livros) por Pablo González Blasco em 26-06-2017

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Pierre Lemaitre. Até nos vermos lá em cima. (Nos vemos allá arriba. Salamandra. Barcelona. (2014). 443 pgs)

até nos vermos lá em cimaChegou às minhas mãos a tradução espanhola deste premiado escritor francês. Algo comentava a crítica de um romance policial, situado no final da Primeira Grande guerra. A verdade é que não encontrei a tal intriga policial por nenhum lado, e sim uma crítica contumaz à hipocrisia humana, em todas suas variantes: a pessoal, a do Estado, e a da própria sociedade.

Lemaitre descreve as venturas e desventuras (muito mais estas últimas) de três soldados franceses quando está para ser assinado o armistício no fim da primeira grande guerra. Um aristocrata sem escrúpulos, um artista de família rica, um plebeu com espasmos de heroísmo. Os elogios da crítica, e os prêmios conferidos imagino se devem à descrição das personagens que é, de longe, o ponto alto do livro. Um aspecto que certamente deve apreciar-se melhor quando se lê o original em francês.

Mas a trama sobre a qual se constrói o romance, é cinza, anódina. Como a própria guerra que critica sem piedade. “No fundo, uma guerra mundial não é mais do que uma tentativa de assassinato generalizado num continente (…)

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