(Español) Julián Marías: España Inteligible. Razón Histórica de las Españas.

Arquivado em (Livros) por Pablo González Blasco em 17-02-2019

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Gail Honeyman: “Eleanor Oliphant está muito bem”.

Arquivado em (Livros) por Pablo González Blasco em 10-02-2019

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Gail Honeyman: “Eleanor Oliphant está muito bem”. Fábrica 231. Rio de Janeiro, 2017. 350 págs.

Chega a nossa tertúlia literária esta obra debut da escritora escocesa. Algo tinha lido acerca deste romance que apontava ser um ensaio sobre relacionamento, e os mundos diferentes em que todos andamos mergulhados e nem sempre conseguimos enxergar.

A protagonista é uma mulher culta, formada em filologia, que trabalha no departamento de contabilidade de uma empresa, atrelada a uma rotina pessoal que ela mesma se impõe. Lembrou-me aquela personagem singular do filme Gênio Indomável, onde o brilhante garoto (Matt Damon) trabalha de faxineiro numa escola,  e resolve complicadas equações nos intervalos das aulas… sem ninguém ver. Talento guardado, sem riscos de se expor.

Eleanor é uma versão feminina do gênio indomável. “Ninguém esteve em meu apartamento este ano além de profissionais de serviço; não convidei voluntariamente outro ser humano a atravessar a porta , exceto para ler os medidores.  Você acha que isso é impossível, não é? Mas é verdade. Eu existo, não existo? Frequentemente parece que não estou aqui, que sou um produto e minha própria imaginação. Há dias em que me sinto conectada de modo tão leve à Terra que os fios que me prendem ao planeta são filamentos delgados fiados de açúcar. Uma forte lufada e vento poderia me desalojar completamente”.

Eleanor está confortável com a solidão ou, ao menos, sabe que não envolve o risco de relacionar-se com universos desconhecidos. “Algumas pessoas fracas temem a solidão. O que elas não conseguiam entender é que há algo realmente liberador nela; quando você percebe que não precisa de ninguém, pode cuidar de si mesmo. A questão é essa: é melhor cuidar apenas de si mesmo. Você não pode proteger outras pessoas, por mais que se esforce. Você tenta  não consegue, e seu mundo desmorona ao seu redor, queima e vira cinzas”. Leia o restante deste artigo »

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Todos já sabem: Luzes e Sombras na Família

Arquivado em (Filmes) por Pablo González Blasco em 03-02-2019

Todos lo saben. Diretor: Asghar Farhadi. Penélope Cruz, Javier Bardem, Ricardo Darín, Eduard Fernández, Inma Cuesta, Bárbara Lennie, Elvira Mínguez, Ramón Barea, Carla Campra.

Quando tropecei com este filme, por conta de um desses breves avisos que chegam em forma de newsletter, tive de parar e pensar. Um filme de espanhóis, dirigido por um Iraniano? O chamado dizia algo assim como “tragédia familiar: mais do que resolver o mistério, o núcleo é o drama e sofrimento da uma família”. E, para aumentar minha surpresa, algo se comentava sobre a abertura do festival de Cannes, o que é fato raríssimo para uma produção falada em espanhol. Busquei recursos informativos -ao alcance de um click- e lá estava. Acontecimento inusual, abrir o clássico festival, com produção que não seja francesa ou inglesa. E o detalhe: segundo filme em espanhol a abrir Cannes, desde 2004 que o debut correu por conta de uma fita de Almodóvar.

A surpresa, já transformada em curiosidade, foi em aumento. Almodóvar e Cannes combinam bem com os atores deste filme que são, além de completamente espanhóis, totalmente almodovarianos, e de grande categoria. Mas….onde entra aqui o diretor Iraniano? O mesmo que dirige “O Passado”, “ O Apartamento”, “A Separação”, temáticas centradas na família? Atores fetiche de Almodóvar, nas mãos de um diretor que gosta de ser um homem de família? E a cereja do bolo:  Ricardo Darin, um ator enorme, para dar o contraste argentino, em genuíno sabor de tragédia, quase de tango portenho…..

Fiz-me com o filme, e esperei alguns dias até entrar de férias, para ver com calma. Um grande filme, um peliculón, que diríamos em espanhol para sintonizar com o ambiente. Desfrutei com a atuação impecável de cada um dos atores, com os gestos que, como é sabido, são recurso imprescindível na comunicação entre os hispanos. Mais ainda, quando se trata de gente do interior, das aldeias,….de pueblo , porque não há melhor termo para exprimi-lo. Um concerto esteticamente combinado, sem nenhuma nota dissonante; notável a fidelidade impressionante do diretor “alienígena” trabalhando com formas e modos hispânicos, sentindo-se absolutamente confortável, como na sala de estar da sua casa. Um talento digno de elogio que deixa os atores serem eles mesmos, na suas raízes, telúricos, e entrega um filme de alta classe. Leia o restante deste artigo »

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Robert Spaemann: “Personas. Acerca de la distinción entre algo y alguien”.

Arquivado em (Livros) por Pablo González Blasco em 27-01-2019

Robert Spaemann: “Personas. Acerca de la distinción entre algo y alguien”.   EUNSA. Pamplona. 2000. 236 págs.

O recente falecimento do filósofo alemão, com 91 anos, foi o impulso que me levou a tirar da prateleira este livro que lá repousava há quase 20 anos. Um tributo necessário -pensei- para um intelectual contemporâneo, homem de muitos saberes, de quem já tinha lido algum escrito relacionado com questões éticas. Aproveitei algum tempo das férias para mergulhar nesta obra…..mas logo percebi que não era tarefa simples -nem de entretenimento, muito longe disso- mas um ensaio robusto, de fundo filosófico-metafísico, enfim, uma obra para especialistas. Aliás, lembrei, foi um professor de metafísica com quem me reencontrei depois de muitos anos, quem me recomendou.

Fiz algumas anotações das ideias que me resultaram mais sugestivas, e tive de atravessar muitas outras páginas com leitura superficial, ao tempo que comprovava estar fora de forma para estas questões que, sem dúvida importantíssimas, distam muito do meu dia a dia. E, sem querer ofender, devem estar a anos luz da maioria dos que se aventurem a ler estas linhas.

A filosofia é sempre complexa, quando profunda? Spaemann cita os filósofos com a naturalidade de quem conversa com eles, ou toma café da manhã com este e aquele. Conhece o tema a fundo, é um interlocutor do Professor Ratzinger, mas é alemão. E aqui vem uma consideração muito pessoal que estava arquivada na minha memória, fruto de leituras filosóficas de muitos anos atrás. Lembrei de Etienne Gilson, e daquele livro encantador A Unidade de Experiência Filosófica, onde também nos vai apresentando a gama de filósofos em trajetória histórica, de modo familiar -também como quem almoça com eles- mas o faz de modo claro. E a convicção que eu já tinha se confirmou: os franceses são muito mais claros do que os alemães, quando se trata de expor filosofia. Talvez porque  temperaram seus escritos com aulas o que lhes fez ganhar em clareza, fruto das dúvidas surgidas na docência, e transportadas em respostas claras ao papel. Por tudo isso, minhas suspeitas quando alguém diz que leu um filósofo alemão na fonte, e entendeu tudo, aumentaram. Será que entendeu mesmo? Leia o restante deste artigo »

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E.C. Bentley “O  último caso de Trent”

Arquivado em (Livros) por Pablo González Blasco em 20-01-2019

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E.C. Bentley “O  último caso de Trent”. Círculo do Livro. Ed Globo. São Paulo. 1981. 201 págs.

Chegou-me a referência como um clássico do romance policial. Bentley era amigo de Chesterton, e a ele dedica este livro. Pareceu-me entender que era uma velha promessa, mas em se tratando de figuras como estas, é necessário ler as entrelinhas, e o que vai além dos parágrafos. Subtileza e filigranas britânicas em alto grau.

O livro em questão é um suspense narrativo mas, nunca é demais insistir,  em tradição inglesa: exercitando a mente, salpicado, até inundado,  de ironia. Por exemplo: “Miss Morgan permitiu-se uma fração do que teria sido um sorriso encantador”. Por isso é preciso escolher o momento certo para ler. Não é um romance para relaxar, até porque os diálogos são sutis, exigem atenção. A tradução destes escritores aguçados sempre é um desafio, e não sei até que ponto a versão popular que caiu nas minhas mãos é fidedigna ao original: certamente será no fundo, no conteúdo; mas é a forma, o modus dicendi,que é o prato forte destes autores, o que requer uma perícia especial para manter o tônus narrativo. Leia o restante deste artigo »

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Roberto Minadeo: “Sonhos Fulgurantes. Revelações de uma realidade enigmática”

Arquivado em (Livros) por Pablo González Blasco em 17-01-2019

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Roberto Minadeo: “Sonhos Fulgurantes. Revelações de uma realidade enigmática”. Ed Iluminare. RS. 2018. 147 págs.

Já comentei neste espaço que os contos não são leitura da minha devoção. É como se me faltasse o chão que proporciona a trama em forma de argumento, ou as ideias, quando se trata de literatura de pensamento. É claro que existem exceções, sobre tudo quando a escrita é elegante, sugestiva, e a forma -o embrulho- assume o protagonismo diante de um fundo-conteúdo, que passa a ser secundário. Um exercício elegante da escrita, um modo sedutor e verossímil de contar uma ocorrência. Um arte que encontramos em Cervantes, em Eça de Queiroz, em Drummond….porque em se tratando de forma, é preciso, na minha opinião, ler na linguagem original.

Os contos que me chegam agora vem de um amigo de muitos anos. Com dedicatória. Quer dizer, não há como não ler: um dever de justiça. E assim faço nos últimos dias do ano que acaba, a toque de caixa, buscando a forma -sempre difícil- que me agarre. Não era esse o propósito do autor, e lembro que me tinha advertido “alguns ficaram bem, outros não me convenceram”.

Descreve de corrido, sem alinhavar um argumento. Não são histórias fechadas: assemelham-se a janelas na vida de alguns personagens, bem descritos, que de repente se cerram. Tem riqueza de vocabulário, gírias da moda, que se acoplam ao gosto de hoje. Algum pensamento de fundo mas não gasta tinta com isso: “Por que tais reações de ciúme, de rejeição? Simples:  o que é inatingível precisa ser esmagado, detestado e descartado -sob pena de confissão de culpa, pois, se alguém deseja algo e sabe que jamais o conseguirá, viverá desconfortavelmente (…)  Relutou em abrir a ela qualquer espaço em seus sentimentos, por temor a criar expectativas: afinal seu estilo de vida era troglodita, em meio a máquinas e já vivendo no acampamento de trabalho da estrada”. Leia o restante deste artigo »

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(Español) Laura Restrepo. “Delirio”

Arquivado em (Livros) por Pablo González Blasco em 13-01-2019

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Uma razão para viver: O carinho criativo.

Arquivado em (Filmes) por Pablo González Blasco em 06-01-2019

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(Breathe) Diretor: Andy Serkis. Andrew Garfield, Claire Foy, Ed Speleers, Miranda Raison, Hugh Bonneville, Dean-Charles Chapman, Roger Ashton-Griffiths, James Wilby, Camilla Rutherford. UK. 2017. 117 min.

Pode ser um preconceito, talvez experiência, ou muitas horas de voo; mas confesso que é algo do qual dificilmente consigo prescindir: bastam os primeiros dez minutos de um filme para saber se vale a pena investir o resto de tempo assistindo, ou melhor mudar de opção. Este é claramente um dos filmes de diagnóstico válido em dez minutos, ou talvez menos. Embora -tudo deve ser dito- quando sentei para assistir a fita logo percebi que é preciso despojar-se de um viés, em forma de lembranças cinematográficas. É necessário convencer-se de que o protagonista, Andrew Garfield, não é o soldado objetor de consciência de Até o Último Homem. E, mais difícil ainda, abrir mão da Rainha Elizabeth II em   The Crown, quando Claire Foy aparece enchendo a tela. A dupla toma conta do celuloide e deixam o resto dos atores em posição de coadjuvantes: não apenas pela história, que é um fabuloso mano-a-mano de ambos, mas pela presença contundente. Expressividade, medida precisa, uma naturalidade tão enorme como convincente; enfim, um filme de envergadura.

O argumento se atém a uma história real, como também acontecia nas produções citadas, de cujos fantasmas -enormes!- temos de nos livrar para prestar atenção ao que aqui se relata. Longe da II Guerra Mundial, e dos protocolos de Buckingham, desenha-se a história de Robin Cavendish: um aristocrata britânico que casa com uma encantadora Diana Blacker. Viajam para África, Diana engravida, e Robin sofre um surto de poliomielite que o paralisa, impedindo-o de respirar espontaneamente. Ele quer morrer, não ser uma carga para a família. Mas o amor é criativo, e aqui está o nervo do filme, uma história de amor e superação.

A história se arrasta por quase quatro décadas, entre respiradores convencionais de hospitais, inovações domésticas, e inventos originais que permitem autonomia para um ser humano que tem de viver atrelado a uma máquina. Seria uma avançada notável do que hoje chamaríamos home care e cuidados de pacientes crônicos, sem a sofisticação dos dias atuais, mas com a dedicação exemplar da família, quer dizer, da esposa que surge como um monumento no meio desta belíssima história. Não apenas de dedicação de tempo e de cuidados de saúde mas de um manancial de continuo bom humor, apoio à iniciativa, e vontade de viver. Diana é, mais que nada, a verdadeira razão para viver, o respirador da alma de Robin que adoeceu com 28 anos, e vem falecer com 64. Leia o restante deste artigo »

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Paulo Rezzutti: “D. Leopoldina”. A História não contada. A Mulher que arquitetou a Independência do Brasil”

Arquivado em (Livros) por Pablo González Blasco em 30-12-2018

Paulo Rezzutti: “D. Leopoldina”. A História não contada. A Mulher que arquitetou a Independência do Brasil”. Ed Casa da Palavra. LeYa. RJ. 2017. 430 págs.

Minha admiração pela Imperatriz Leopoldina despertou quando li O Império é você, vencedor do Prêmio Planeta na Espanha em 2011. Agora, a presente leitura, confirma minhas percepções dessa figura ímpar da história brasileira,  agigantando-a consideravelmente. Trata-se de uma excelente investigação histórica, com referências continuas às cartas da Imperatriz, além de muitas outras fontes. Um trabalho sério e de leitura agradável, sem rebuscamentos acadêmicos, claro para o grande público, pois esse parece ser o objetivo do autor que, desconfio, também se junta a mim no fã-clube de Leopoldina.

Uma narrativa que expõe a trajetória da princesa austríaca, e das suas origens nos situam no contexto de quem era esta jovem mulher que deixa sua estirpe aristocrática europeia para unir-se aos destinos da que viria a ser uma futura nação americana. Casar-se com uma princesa da casa de Áustria, uma Habsburgo, não era para qualquer um: afinal, tê-la como esposa era como possuir um artigo de luxo: uma mulher com instrução suficiente para ser uma estadista. A educação fazia delas o que havia de melhor, que um príncipe poderia ter do lado na hora de governar. Como disse o pai de Leopoldina: “herdar um trono não se trata de uma propriedade como outrora, mas é preciso reinar, tanto quanto possível, de acordo com os desejos dos seus súditos”.

Ser uma arquiduquesa austríaca requeria, além de ser bem educada, ter sangue frio acima de qualquer limite tido como normal. Valha o exemplo da irmã de Leopoldina, Maria Luisa, dada em casamento a Napoleão que tinha se separado de Josefina. Bonaparte, com essa aliança, em vez de tornar-se senhor do novo mundo representado pela Revolução Francesa, acabou tornando-se genro do velho. Leopoldina conheceu Goethe, com quem alternava, por conta da sua mãe que convidava o escritor e com quem chegou a escrever alguma peça. Foi o caminho para Leopoldina iniciar a imersão no ideal romântico, com sua melancolia e paixões idealizadas. Leia o restante deste artigo »

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Mary Ann Shaffer & Annie Barrows “A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata”

Arquivado em (Livros) por Pablo González Blasco em 19-12-2018

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Mary Ann Shaffer & Annie Barrows “A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata”. Rocco. 2009. Rio de Janeiro, 303 pgs.

(The Guernsey Literary and potato peel pie society).

Deparei-me com uma crítica do filme do mesmo título, assisti à fita  e comentei com um amigo, grande leitor. Disse-me: “melhor ler o livro, original, inspirador”. Um par de dias depois entregou-me o livro que desentocou da sua biblioteca. “Penso que pode ser uma boa opção para o teu projeto da tertúlia literária”. Assim começou esta aventura com um romance epistolar -construído à base de cartas, como uma colcha de retalhos- onde as peças desaparecem para surgir, em plenitude, o tecido magnifico. Não é fácil essa originalidade, onde as partes perdem protagonismo para integrar-se num argumento construído com pequenas peças. Como esses mosaicos que encontramos nos templos orientais: uma catequese viva, envolvente na sua unidade, que não deixa perceber as milhares de pequenas pedras que o formam.

Mas aqui, tudo seja dito, o romance não tem nada de oriental: é muito britânico, com sabor de império, e muito feminino. As reflexões de Juliet, a protagonista, e dos interlocutores das diversas cartas, não dão lugar a dúvidas: “Não quero me casar só por casar. Não consigo pensar em solidão maior do que passar o resto da minha vida com alguém com quem não possa conversar ou, pior, com alguém com quem não possa ficar em silêncio (…) Acho que tenho um pretendente, mas ainda não me acostumei direito com ele. É incrivelmente charmoso e me faz a corte com refeições deliciosas, mas às vezes acho que prefiro pretendentes nos livros em vez daqueles de carne e osso. Que coisa horrível, atrasada, covarde e mentalmente deturpada, se for verdade. Os homens são mais interessantes em livros do que na vida real”. Leia o restante deste artigo »

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