What the best college teachers do?

Arquivado em (Livros) por Pablo González Blasco em 16-09-2019

Ken Bain: “What the best college teachers do”.

Havard University Press. Cambridge. Massachusetts. 2004. 207 pgs.

Eis um livro que marcou presença na minha formação como professor. Li muitos anos atrás, tive de voltar sobre ele recentemente, e reparei que deveria publicar -quer dizer, tornar públicas, que isso significa publicar- minhas reflexões para que, sendo o caso, outros possam aproveitar.

O livro recolhe as conclusões de vários estudos sobre professores considerados de excelência. Esse é o título e o propósito da obra. E atenta para as características comuns entre eles, que fazem com que assim sejam considerados. Quais são estas características?

Evidentemente esses professores têm conhecimento sobre o tema que ensinam, mas demonstram compromisso e provocam no aluno um desejo continuado de aprendizado. Quer dizer, são a largada do conhecimento -provocadores de um processo- e não apenas passam conteúdo. O ensino deve promover uma influência permanente e substancial no modo do aluno pensar, agir e sentir. Isto é muito mais do que aprender a matéria ou tirar boas notas.

Ao longo do livro existe uma ideia permanente: o professor está em função do aluno. O aluno é o motivo real da sua profissão. Por isso, mesmo que o professor não possua um curriculum extenso,  estuda e está informado sobre o que ocorre no meio cientifico de sua área. Mas vão por diante, são um exemplo permanente, diapasão de tonalidade no aprendizado: fazem intelectualmente, fisicamente e emocionalmente o que esperam de seus alunos. Os professores usam seu conhecimento para facilitar o aprendizado de outros, facilitam o acesso à informação e provocam os estudantes a pensar no assunto em questão.

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Mark Twain: “Joana D’ Arc”.

Arquivado em (Livros) por Pablo González Blasco em 28-08-2019

Mark Twain: “Joana D’ Arc”. Record. Rio de Janeiro. 2001. 472 pgs

A tertúlia literária deste mês, leva-nos até Joana D’Arc, no magnífico retrato que dela faz Mark Twain.  O autor americano chegou a afirmar que este livro, o último que escreveu, era a sua melhor produção, mesmo não tendo agradado a todos. Talvez porque Twain, após profunda pesquisa, afeiçoou-se da personagem, até o ponto que o escritor incarna Louis de Conte, o escudeiro de Joana d’Arc, que foi companheiro na infância, e de sangue nobre. O resultado é agradável, encantador, transpira ingenuidade e clareza. Não é apenas um relato histórico frio, mas permita ao leitor envolver-se afetivamente,  a semelhança do próprio autor, que culmina num canto à heroína francesa.

O envolvimento afetivo, porém, não tira seriedade à investigação histórica, e Mark Twain faz questão de explicitá-lo: “Considero pouco razoável formar uma opinião quando não há suficientes provas para fundamentá-la. Criar uma pessoa desprovida de ossos poderia resultar de aspectos agradável, mas seria frágil, não se sustentaria em pé. A evidência é como o osso, o esqueleto, de uma opinião”.

O cenário situa-se no epílogo da Guerra dos Cem anos. Iniciada em 1337, prolongou-se ano após ano, até a Inglaterra submeter a França em Crécy.  Recuperou-se a França até a nova derrota em Poitiers. E finalmente, após nova recuperação, foi humilhada no desastre de Azincourt. Joana surge em 1429 com a missão clara de liberar Orleans do poderio inglês e conduzir o herdeiro da coroa francesa -o Delfim- para ser coroado em Reims.

As lembranças de Louis de Conte iniciam-se na infância, quando Joana, ainda criança, olvidava-se de si mesma e do perigo que corria, sempre em favor dos demais. “Nós o considerávamos normal nela, ninguém reparava nessa generosidade natural que aquela menina demostrava. Mas era indicação de um caráter definido e maduro que nós aceitávamos como algo já sabido”.

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La casa de Papel: a surpreendente imprevisibilidade do fator humano.

Arquivado em (Serie) por Pablo González Blasco em 20-08-2019

Criada por: Alex Pina.  Úrsula CorberóItziar ItuñoÁlvaro Morte, Pedro Alonso, Alba Flores, Miguel Herrán, Jaime Lorente, Paco Tous, Darko Peric.

Já falei várias vezes,  aqui e em outras ocasiões: as séries são terreno onde não me manejo bem. Minha praia são filmes, garimpados, recomendados por referências confiáveis, e que têm começo, meio e fim. Talvez seja pelo meu viés educacional, uma lente que filtra os recados que o celuloide destila. Mas reconheço que fiz algumas exceções, e acabei bisbilhotando alguma série  e até escrevi sobre os aprendizados.

Desta vez foi por insistência de amigos, pacientes, conhecidos. “Como você não assistiu essa série? É espanhola. Muito original. Uns sujeitos que planejam um assalto à fábrica da moeda em Madrid!”. O apelo do cenário dos meus anos moços, acrescido da insistência, fizeram-me capitular. E lá fui eu ver o assalto-roubo do século… e me deparei com uma fenomenologia das variáveis do fator humano!

Entrar no argumento -o que nunca faço- é neste caso supérfluo. Porque a trama é transparente e facilmente resumível: um planejamento perfeito de um golpe de milhares de Euros….sem lesar ninguém. Não é propriamente roubo, mas produção independente, injeção de liquidez, por usar o eufemismo dos bancos europeus. Os diversos capítulos são um tutorial para chegar lá. Mas, e aqui está o núcleo que motiva estas linhas, o manual tem tudo previsto….salvo o funcionamento vital do ser humano!

O cérebro do golpe, conhecido como Professor, estuda com minúcia até os últimos detalhes, as variações técnicas possíveis, as reações protocolares da polícia e dos órgãos governamentais. Previsão inverossímil, que faz surgir em cena desde instrumentos sofisticados, até comportamentos que se articulam magnificamente, racionalmente, para despistar o adversário. Altíssima competência, anos matutando o golpe. Mas quando chegamos no fundo do ser humano, a surpresa nos espera na moita e nos recantos da consciência.

Talvez porque desconfia da imprevisibilidade desse fator humano, o Professor faz a gangue conviver durante meses. A desculpa é o planejamento técnico, mas na verdade é uma tentativa de expor cada um deles aos desafios que o convívio com os outros vai trazer. Como esses cursos de imersão que se fazem nas empresas, mas com jogo pesado. Uma tentativa para conhecer as reações, as fortalezas e debilidades, as prioridades e os desejos que cada um encerra, como fruto da própria história de vida. E, sem dúvida, fomentar o conhecimento próprio, que se consegue mediante a reflexão que avalia as respostas diante dos desafios. Uma variante do que corporativamente denominamos SWOT Análise, neste caso, de profundidade existencial. Leia o restante deste artigo »

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Leo Pessini: a Bioética da Amizade

Arquivado em (Sem categoria) por Pablo González Blasco em 05-08-2019

No dia 24 de julho, a Ordem dos Ministros de Enfermos, os Camilianos, perdeu o Superior Geral em exercício. A Bioética brasileira perdeu uma das figuras mais proeminentes das últimas décadas. E eu perdi um grande amigo. Uma amizade de quase 40 anos, que teve início na década de 80, quando o padre Leocir Pessini iniciava sua caminhada como capelão do Hospital das Clínicas enquanto eu era um médico recém-formado. Brincávamos entre nós, os recém-graduados, que eu era o R1 (em referência ao primeiro ano de residência médica) e ele era o P1, porque acabava de se ordenar sacerdote.

Nos encontrávamos com frequência nos corredores do HC, na capela do décimo primeiro andar – que, por sinal, tinha pinturas de Fúlvio Pennacchi, que coincidentemente acabaria sendo meu paciente anos depois, até seus últimos momentos de vida. Vários colegas da minha turma ainda se lembram dos “pedidos de consulta” que fazíamos ao Pe. Leo para atender espiritualmente nossos pacientes ou conceder a Unção dos Enfermos. Junto com o entusiasmo por exercer a profissão, o hábito de chamar o capelão foi uma “moda que pegou” entre os jovens médicos. Muitas histórias emblemáticas acodem à memória. O paciente que melhorou depois da Unção e que alguém sugeriu ministrar a cada 12 horas… Ou aquele colega que professava um ateísmo formal e mandou chamar o capelão de madrugada, porque o paciente assim o desejava. Diante da expressão de surpresa da enfermeira, o médico explicou: “Sou ateu, sim, mas o paciente não tem nada a ver com isso”.

Poucos anos depois, o Pe. Leo ficou conhecido em todo o Brasil. O Presidente de República recém-eleito, Tancredo Neves, foi trasladado ao Hospital das Clínicas, onde acabaria falecendo semanas depois. Os telejornais acompanharam o longo desfecho da doença, as declarações dos médicos, as taxas diárias de leucócitos e, naturalmente, a figura daquele jovem capelão que atendia o Presidente e a família. Anos depois, num almoço, Leo comentou: “Eu tinha pouco mais de 30 anos e a situação caiu em minhas mãos. Fui várias vezes tomar lanche com D. Paulo Evaristo, que foi quem me ordenou sacerdote, para me aconselhar, pois a pressão da mídia era grande. Ele me disse: Leo, limite-se ao âmbito espiritual, não entre nas fofocas. Foi ótimo, porque teve até jornalista estrangeiro que me ofereceu bastante dinheiro para tirar umas fotos do Tancredo. Eu respondi: sou o capelão, não o fotógrafo. E tenho silêncio de ofício”. Penso que foi nesses momentos, na prolongada agonia de Tancredo, e nos desafios éticos, que o germe do gosto pela Bioética começou a deitar raízes em seu coração. Leia o restante deste artigo »

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(Español) Vocación y profesionalismo: reflexiones de los estudiantes catalizadas por el cine de Spielberg

Arquivado em (Medicina) por Pablo González Blasco em 01-08-2019

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(Español) Cine y profesionalismo médico: una reflexión ilustrada con cuatro películas de Steven Spielberg

Arquivado em (Medicina) por Pablo González Blasco em 01-08-2019

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(Español) José Jiménez Lozano: Los cuadernos de Rembrandt

Arquivado em (Livros) por Pablo González Blasco em 21-07-2019

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Diálogos com a Consciência: Dois filmes como largada de Reflexões

Arquivado em (Filmes) por Pablo González Blasco em 13-07-2019

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Locke. (Locke) Diretor: Steven Knight . Tom Hardy. 85 min. USA 2013.

Culpa. (Den skyldige). Diretor: Gustav Möller. Jakob Cedergren. 85 min. Dinamarca. 2018.

Vi os dois filmes há tempo. Mais de uma vez. A dívida vinha se acumulando, acrescida de juros: comentário de algum amigo, outros perguntando minha opinião, e até um cine fórum onde o amplo espectro de opiniões enriqueceu uma tarde de sábado. Diversidade de opiniões, expressão que incorporei na minha infância, vinda dos críticos das touradas, quando a festa nacional espanhola era ainda politicamente correta.

Alguém poderia perguntar: de que dívida você fala? Por que acumular dívidas sobre você mesmo ao invés de assistir tranquilamente os filmes, trocar duas impressões com quem está por perto, e passar para o próximo? Diríamos que é uma questão de consciência, por sintonizar com o tema que nos ocupa.

Há alguns anos li um ensaio denso e substancioso que abordava o tema da Liderança Ética. O que mais me marcou foi uma cita sobre a consciência. Impactou-me especialmente pela fonte: Nietzsche, quer dizer, nada suspeita. Utilizei-a muitas vezes em palestras, conferência, aulas….e para mim mesmo, pois disso se trata aqui. Referindo-se à atitude que chamaríamos exame de consciência (nem imagino como a denominaria Nietzsche) aponta: “Fiz isto, diz a minha memória. Não, eu nunca pude ter feito isto, diz o meu orgulho, e permanece inflexível. Finalmente, é a memória a que acaba cedendo.”

Talvez a dívida que sinto acumular-se e que me impulsiona a rascunhar estas linhas tenha a ver  com não permitir que a memória se apague; neste caso, nem tanto por orgulho, mas por omissão, por deixar o tempo passar e não contribuir para que outros coloquem o tema em pauta, e nas suas vidas. Leia o restante deste artigo »

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Stefan Zweig. “Coração Inquieto”

Arquivado em (Livros) por Pablo González Blasco em 03-07-2019

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Stefan Zweig. “Coração Inquieto”. Editora Delta. Rio de Janeiro, 1953 (Obras Completas de St. Zw), 353 pags.

A vontade de ler este livro vem de muito longe, da infância. Comentei amplamente as circunstâncias que me apresentaram a obra de Zweig, quando assisti o filme sobre os dias finais da sua vida. Lá, no meio das fascinante partidas de dominó ouvi falar da “Piedade Perigosa”, nome em espanhol de Coração Inquieto e, por sinal, muito mais apropriado como pudemos comprovar na tertúlia literária deste mês.

Sendo propriamente o único romance do escritor austríaco, muito mais conhecido pelos contos e pelas biografias impactantes e precisas -certamente romanceadas também-, as personagens estão magnificamente descritas, esculpidas como se de outra biografia se tratasse, embora sejam fictícias. Deste modo, por exemplo, introduz o sujeito ávido de vida social: “Pertencia àquela categoria de indivíduos por natureza sociáveis que, com o mesmo interesse com que as crianças colecionam selos, colecionam relações sociais e orgulham-se muito especialmente de todo exemplar de sua coleção”. E os militares que se alistavam nas guerras: “Os indivíduos se precipitavam na guerra, somente porque queriam ver-se livres duma situação desesperadora, que mais eram desertores ante a própria responsabilidade do que heróis de seu sentimento de dever”.

Um marco preciso para contar a história -é o próprio protagonista quem a relata- , de um militar do exército austro-húngaro, e de como foi se envolvendo de modo patológico nos seus relacionamentos com uma dama da alta sociedade, doente e aleijada. Assim começa o seu relato: “Quando se quer demasiado depressa consertar uma roda dum relógio, as mais das vezes se estraga todo o maquinismo. Ainda hoje, decorridos anos, não consigo precisar onde terminou a simples inabilidade e começou a própria culpa”.

Habilidade, equilíbrio, aprumo, numa palavra, prudência, virtude capital e de não simples confecção. Esse é o grande tema do livro, que permeou os comentários da nossa tertúlia. De um lado, as solicitações da enferma que vai se afeiçoando a ele; e embora afirme que “não quero que vos julgueis no dever de me servir a dose diária de compaixão” a equação não é simples. Relata o militar: “Mesmo se prometi muito mais do que honestamente deveria fazer, já a mentira por compaixão a fez feliz, e fazer feliz um ente humano nunca pode constituir falta ou má ação (…) Esse foi o primeiro sintoma daquele estranho envenenamento por compaixões”. Dá para entrever o tamanho do desafio, e do difícil equilíbrio. Leia o restante deste artigo »

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Sombra: A Missão que nos constrói e nos engrandece.

Arquivado em (Filmes) por Pablo González Blasco em 26-06-2019

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Diretor: : Zhang Yimou. Deng Chao, Sun Li, Ryan Zheng, Guan Xiaotong, Wang Qianyuan, Hu Jun, Wu Lei, Wang Jingchun. 116 min. 2018.

Forçoso é reconhecer que não sou um amante do cinema oriental. Admiro-o, deixo-me envolver por ele, procuro abrir mão das minhas perspectivas latinas -quase uma categoria a priori de enxergar as coisas, como diria Kant- mas não me conquista. Respeito-o e o aproveito para mim mesmo, mas – a diferença das produções ocidentais- pouco consigo articular com as cenas que chegam embrulhadas em perfumes do oriente. Deve ser uma limitação, como reconheci há muitos anos quando me perguntaram a respeito. “Você que é um homem de formação cultural europeia, ampla, porque utiliza somente filmes de Hollywood e dispensa os mestres orientais, suecos, europeus?” Respondi de bate pronto: “Admiro o cinema de autor. Kurosawa, Bergman, tantos outros. Mas meu tempo para ensinar é limitado. E o que Kurosawa relata em trinta minutos, Hollywood consegue apresentá-lo em poucos segundos”. Enfim, uma limitação atrelada à metodologia docente com o cinema.

Porque, também devo confessar, que dificilmente assisto um filme sem buscar possibilidades educacionais impressas nos fotogramas. Faz muitos anos que não sei o que é ver um filme como distração. O trabalho se impõe, mesmo sem busca-lo. Não é uma maldição oriental, mas algo parecido ao que acontece com a personagem do filme que nos ocupa: a missão toma conta dele por completo. Já volto ao Sombra, mas antes duas palavras sobre o diretor chinês.

Zhang Yimou sempre me surpreende. Cativa-me, embora depois não sei o que fazer com essa avalanche de estética e valores. Mas o conjunto é fascinante. Tudo começou há quase trinta anos, quando apreciei as subtilezas do amor, em “Lanternas Vermelhas”, onde o troféu máximo das concubinas se representa pelas massagens nos pés. Novas variações delicadíssimas, em filme posterior que também anotei no meu catálogo: “A arvore do amore”. Surpreendeu-me nas lutas marciais em forma de balé, em “Clã das Adagas Voadoras” e “Herói”. E novas surpresas na hora de apresentar o compromisso da educação e do cuidado, em “Nenhum a menos” ou “Caminho para Casa”. E os sempre elegantes efeitos visuais, seja qual for a temática, que são a marca registrada desse grande Diretor, com maiúscula.

Sombra situa-nos na China, época antiga, regime feudal. Reis e senhores, sabendo das traições e assassinatos entre as fações, colocavam no seu lugar um sósia, um Sombra, que se fazia passar por eles, desempenhava a consciência seu papel, corria o risco da posição nobiliária, e depois desaparecia sem deixar rasto nas anotações da História. Este filme -diz-nos Yimou no início- é a história de um Sombra. Leia o restante deste artigo »

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