Raymond Arroyo. “Mother Angelica. The remarkable story of a nun, her nerve, and a network of miracles”. Doubleday. New York. 2005.

Arquivado em (Livros) por Pablo González Blasco em 04-01-2010

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imagemExcelente biografia da Madre Angélica, repleta de episódios que mostram uma mulher de fé, que segue os pedidos de Deus para difundir a boa doutrina. Uma fundadora no estilo de Santa Teresa, com sentido de humor, pulso firme, vida interior e grande perspectiva sobrenatural. Uma mulher que, no dizer de Lee Iacocca, poderia ser a santa padroeira dos CEO’s.

Anotamos alguns episódios, traduzidos do original em inglês.

Pg. 58- entorta o dedo justamente o dia antes da profissão religiosa e o anel não lhe cabe (Jesus don´t Love me). Depois envia cartas de agradecimento do recente casal “O casal agradece. Assinado: Jesus e Angélica’

Pg. 59- Com os muitos sofrimentos reclama com Cristo: “Você me envia tudo isto, pensas que sou um cavalo?”. E ouve no interior “No, you are my Bride”  (Você é a minha noiva). Nunca mais reclamou.

Pg. 65. De uma freira com quem não se dava bem, pois tinha inveja de Angélica, escreve: “Suddenly, when I made an effort to Love her, I found myself able to be more patient and loving toward everybody…When you are concentrating on anything that´s disruptive to your life, you really don´t love anybody”. Se te concentras em algo que te irrita, não conseguirás nunca amar ninguém.

Pg 129. Um visitante no mosteiro. Chega a Madre Angélica e lhe diz: “Por que não empresta US$10.000” O sujeito puxa o talão de cheque e diz: “Sem dúvida, diz ele”. Madre Angêlica, surpresa, comenta:  “Você está brincando?”. “Eu não, e a Senhora?”. Diz Angélica: “Na verdade eu estava, mas não estou mais”

Pg. 167– O stand de Playboy, as garotas deram a volta (não que a parte de trás fosse mais decente do que a da frente- comentou a Madre). Chegou até elas, e deu-lhes umas estampas do Sagrado Coração e deixou-as perplexas.

Pg. 193- Num programa de TV, alguém telefona para Madre Angélica e se da o seguinte diálogo:

– Madre, o meu marido trouxe outra mulher para morar com ele.

– Ponha-os para fora

–Mas, não têm aonde ir?

– Eu vou-te dizer aonde irão: ao inferno.

– Madre,  não quero julgar.

– Minha filha, você é boba. O teu marido dorme com outra em baixo do teu teto e você não quer julgar???

Pg 206 e ss – Relata as polêmicas com os Bispos quando da visita do  Papa em 1987.  Dá-se o seguinte diálogo :

– Não quero ser conservadora nem liberal. Somente católica

– A Senhora afirma que existem Bispos bons e maus? –pergunta um interlocutor que é Bispo

– Exatamente.

– Por exemplo, o meu auxiliar?

– É um bom exemplo do tipo de Bispo que eu não quero no meu programa

– Como você decide qual o Bispo que pode ir ao seu programa e o que não?

– Bem, eu sou a dona do EWTN

– Mas você nem sempre vai estar à frente disso

– Vou dinamitar tudo antes de que caia nas mãos erradas

Pg. 216. Pede para Deus retirar-se destas atividades e ouve

– Não, agora você vai construir uma emissora de rádio para mim, e chegar a todo o mundo

– Mas, Senhor, eu não sei nada de rádio

– Não faz mal, eu sim sei. Pode começa- ouve Angélica no seu interior.

Pg. 230. Perante os desvios dos bispos americanos, em 1992, ela decide voltar ao Latim, ao velho hábito, e torna-se rígida com suas filhas. Nada de chegar perto do que ela denomina a ‘Electric Church- every time you GO, you  get a shock). Cada vez que entras em contato levas choque.

Pg. 237. Está se preparando a tradução ao inglês do Catecismo de Igreja Católica, e são utilizados termos  com linguagem “inclusive e não sexista”. A Madre Angélica, em vista disso, cancela todos os pedidos.  Já tinha comentado que Jesus foi concebido pelo Espírito Santo e nasceu um indivíduo concreto, não um simples ser humano. “Você nunca pergunta a uma mãe se a criança é humana, pergunta se é uma menina ou um menino”. Ela viaja a Roma para encontrar-se com o Cardeal Ratzinger. Na entrada se cruza com o Cardeal Law de Boston (que tinha sido chamado pelo Vaticano a respeito da versão inglesa do Catecismo) que lhe diz; “Sei que tem uma entrevista com o Cardeal Ratzinger. Não se esqueça de advogar pela linguagem inclusiva. É muito importante para América”. Ela sorri e diz: “Meu rapaz, você deveria saber muito bem o que eu vou falar com ele”.

Pg. 242. “Estou cansada de ti, igreja liberal em América. Estou farta”. Os comentário são depois que uma via sacra foi representada por uma mulher. “Coloquem uma mulher branca para representar Martin Luther King, ou Maomé, ou Moises, e vamos ver o que acontece. Por que temos que ser os católicos os únicos que podemos ser pisoteados e não temos direito de dizer nada?”.

Pg. 259 e ss . The Mahony affair – o bispo de LA, que numa carta pastoral deixa dúvidas sobre a presença real de Cristo na Eucaristia. Madre Angélica acusa ele publicamente, prega obediência zero, e mesmo pedindo desculpas depois, ela não dá o braço a torcer. O conflito dura vários anos e ela não dá marcha ré. “Não tenho dedicada a minha vida inteira para louvar e adorar o Santíssimo Sacramento e agora, por que um cardeal diz estas coisas, vou ter que negar o que eu faço e ao que eu dediquei a minha vida? De jeito nenhum. Como vou enfrentar o Senhor dessa maneira?” Algum comentário de fontes oficiais disse : “Mother Angelica hás de the guts to tell him what we do not”. (Ela tem a coragem (?) de dizer o que não somos capazes de dizer nós)

Pg. 282. O Bispo de Alabama, sempre apoiou ela, mas ficou incomodado quando alguém comentou:  “Este é David Foley, da diocese the Mother Angélica”. Levanta a questão da Missa ad orientem (de costas) e quer visitar o mosteiro. A briga é grande, e ela não arreda pé.

Pg. 321. Quando estava na UTI, após a cirurgia de um derrame cerebral hemorrágico gravíssimo, e as pessoas pensavam que morreria ou seria um vegetal, o bispo Foley entra para visitá-la. De repente a sua pressão sobe, os alarmes tocam e as freiras sabem que ela volta a ser ela mesma: não tinha perdido a memória e sabia quem estava na frente dela. Havia esperança.

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Raymond Arroyo. “Mother Angelica. The remarkable story of a nun, her nerve, and a network of miracles”. Doubleday. New York. 2005., 3.5 out of 5 based on 2 ratings