Meus Pais. Uma homenagem

Arquivado em (Sem categoria) por Pablo González Blasco em 23-05-2013

Tradução da versão original em espanhol

     Minha mãe foi-se à casa do Céu no passado mês de Maio. O modo de dizer não é um eufemismo, mas a forma como sempre denominamos – e colocamos nas estampas comemorativas das pessoas queridas da família-, este momento de separação. Enterramo-la do lado do meu pai, no dia 23; justamente 57 anos depois dessa foto da esquerda: era o seu aniversário de casamento. A foto da direita é também de um dia 23 de Maio, mas 16 anos depois, quando já estávamos todos por aqui, integrando a família.

     Nas semanas finais da sua doença, eu tinha a suspeita de que meu pai ajeitaria as coisas para estar, de novo, fisicamente junto a ela nesse dia que na minha família sempre se festejou com grande acontecimento. E assim foi. Lembrei, como por reflexo, um dos filmes preferidos dos meus pais: “Tarde demais para esquecer” (An Affair to Remember). E, naturalmente, a cena onde Cary Grant se encontra com Deborah Kerr no topo do Empire State. Foi um dos filmes que o meu pai comprou quando saíram as primeiras opções de cinema doméstico. E também “Casablanca”, com um grande pôster de Bogart e Bergman, que a minha mãe me deu faz anos: “Tinha-o guardado teu pai. Coloca-o onde queiras.” Está pendurado numa parede da varanda que temos na clínica. Um local destinado às reuniões de equipe e conversas familiares que chamamos a torre.

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