(Português) O Artista: A Sabedoria de Envelhecer Sorrindo

Archivado en (Filmes) por Pablo González Blasco en 16-02-2012

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(Português) O Artista: A Sabedoria de Envelhecer Sorrindo, 5.0 out of 5 based on 6 ratings
  • Leila Strazza

    Pablo
    Amei este filme que sem dúvida nenhuma, pra mim, foi o melhor filme que assisti recentemente.
    Concordo com TODOS os seus comentários acima…tbém lembrei de Chaplin,  Luzes da Ribalta, Nasce uma Estrela…
     Porém, volto a dizer pra mim, você define tudo ao dizer:
    “Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.” 
    Sua sempre fã,
    Leila Strazza

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  • Heloisa

    Oi, Pablo. Aproveitei bastante a sua reflexão sobre O Artista e as tantas outras obras que citou. Ainda ontem ouvi uma atriz brasileira dizendo: “Tive de aceitar bem o envelhecer. A outra opção era muito pior. Ou aceitamos envelhecer, ou morremos”. É isso aí… Na dúvida, estou sorrindo desde já.
    Um abraço
    Heloísa Paiva 

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  • Osnir

    Caro amigo,
    Foi bom ter lido seu comentário após ver o filme; completou minha percepção. 

    Embora, a primeira vista, eu também tenha me deixado seduzir pela transformação do Valentin – por sinal brilhantemente marcada pela intensa performance cênica do ator, e que me fez, pela primeira vez, desenvolver o exercício de ter que construir os diálogos não textualizados ( o que me impressionou e me remeteu ao rádio, onde nossa imaginação cria asas) – foi o que você bem caracterizou como a “segunda camada” que me marcou ao final. A questão da gratidão da menina, que também teve que ser trabalhada pela Penny, Não sem sofrimento, e que você cita ao final de seu ensaio.

    Se é difícil mudarmos a partir das circunstâncias que se apresentam (veja que o ex-famoso artista só se entrega à gratidão quando chega na sua situação limite – a outra saída seria patológico: o suicídio), também é difícil conseguirmos preservar aquilo que de bom temos nato ou que conquistamos. Ou, em outras palavras, se a gratidão é um valor que a partir de um certo ponto trazemos conosco, também poderia ser fácil sucumbirmos ao “sufoco dos espinhos” da fama, do dinheiro ou dos prazeres. Esse foi o risco que correu a jovem atriz em ascensão. Mas ela segue teimosamente na direção de seu valor, a despeito da falta de perspectivas de acertar a situação. Ela vem somente a partir se um fato fortuito – o acidente de Valentim.

    Inicialmente a menina mostra-se ingênua, particularmente quando encontra o artista na escada e prevê outro filme juntos, logo depois que ele foi colocado de lado pelo produtor. A pré-estréia simultânea dos dois filmes também dá indício que ela não tem a exata noção do que está verdadeiramente acontecendo. Segue sua “caída de ficha” após o infeliz comentário para o repórter no restaurante, sem perceber que o artista havia ouvido. Real falta de caráter da menina ou apenas a dinâmica normal de construção desse mesmo caráter, ilustrado pela pouca sensibilidade dela ao falar sem pensar? De qualquer forma, sua tomada de consciência é real. A partir daí ela o resgata sob diversas formas, até o final. Podemos creditar suas atitudes apenas ao sentimentalismo romântico? Penso que seria reduzir demais a questão a uma emoção. O tema, como frisou, é batido, mas me pegou na reflexão posterior, que é sempre a que vale a pena se deixar levar.

    Com a sua visão central a partir do enfoque do artista vejo como o tema da gratidão tem duas faces amplas; talvez ainda uma terceira, a de quem a julga, observando de fora. Face essa delicada e que penso deva ser sempre carregada de amável consideração para com os protagonistas, na medida que se propõe entender ambos a partir das realidades destes e que deles tira proveito, com o acréscimo da própria experiência e das referências pessoais. 

    Parabéns pela bela reflexão e pela oportunidade que nos dá de também nos envolvermos ativamente nela.

    Um, grande abraço,
    Osnir 

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  • Marcelolevites

    Professor
    O tempo alcança a todos. Nada de viajar na maionese! O comentário do filme é fantástico! Viver sem aguardar retribuições de outros, além de mudar de acordo com as situações sem perder quem nós somos.
    Não vi o filme, mas vou ver!
    Abraço
    Marcelo Levites

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